24 HORAS PELO GLAUCOMA

Estima-se que de 1 a 2% da população mundial convive com glaucoma. E as projeções não são muito animadoras: 111,8 milhões de pessoas podem sofrer com a doença em 2040. Diante deste cenário, é urgente que sejam adotadas medidas que ampliem o conhecimento sobre glaucoma junto à população, que promovam o diagnóstico precoce, especialmente entre o grupo de risco, e que garantam o acesso ao tratamento adequado, a fim de evitar complicações, uma vez que a doença é a principal causa de cegueira irreversível em todo o mundo.

Esse é o objetivo do 24h pelo Glaucoma, uma grande mobilização em torno da doença, realizada completamente online, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Glaucoma, e com o apoio de diversas empresas. Haverá palestras, entrevistas, aulas, participações especiais e teleorientação com especialistas. 

Anote esta data: será no dia 22 de maio de 2021, nas redes sociais oficiais do CBO. 

Participe! 

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No dia do evento, nossos especialistas estarão à disposição para oferecer orientações sobre o glaucoma e esclarecer todas as suas dúvidas, tudo online e sem qualquer custo. 

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Programação

 

Traga suas dúvidas, nós trouxemos os especialistas!

Para oferecer à população uma programação ágil, variada e, principalmente rica em conteúdos relevantes sobre a prevenção e os cuidados com o glaucoma, teremos:

Entrevistas
Debates
Aulas
Dicas
Quizz

Participação de autoridades e celebridades.

Duas salas simultâneas, para que você possa escolher o que mais lhe interessa assistir, e salas de teleorientação, para esclarecer dúvidas com médicos!

Depoimento de Celebridades

 

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24h pelo Glaucoma: seja parte desse movimento

Impactar o maior número de pessoas é a nossa meta. E você pode fazer parte disso como voluntário.

Disponibilizaremos teleorientação no dia do evento, para que a população possa esclarecer suas dúvidas em torno do glaucoma.  

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O Povo Fala

 

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Entendendo o Glaucoma

 

O que é o glaucoma?

O glaucoma é uma doença crônica que atinge o nervo óptico, estrutura responsável por conectar o que o olho enxerga com o cérebro para formar a visão. A pressão intraocular suficientemente elevada machuca o nervo óptico progressivamente e, infelizmente, não é possível recuperar as partes do nervo que foram lesadas. Assim, o glaucoma não tratado corretamente pode levar a perda da visão permanente.

Quais as causas do glaucoma?

A grande maioria dos casos de glaucoma ocorre por um “defeito de fábrica” – as pessoas já nascem “programadas” para ter a doença, ou seja, não é nada do que o paciente fez ou deixou de fazer.

Existem alguns glaucomas chamados secundários, que ocorrem devido a traumas oculares, algumas doenças (artrite reumatoide e diabetes, por exemplo) e/ou uso de algumas medicações (como corticoides).

Quais os fatores de risco para o desenvolvimento do glaucoma?

Um dos principais fator de risco associado ao desenvolvimento do glaucoma é o histórico da doença na família, mas, além dele, outros fatores são: etnia africana (para glaucoma de ângulo aberto) ou asiática (glaucoma de ângulo fechado), idade acima de 40 anos e presença de miopia em graus altos. É muito importante que toda pessoa que faz parte do grupo de risco realize o acompanhamento médico oftalmológico.

Quais os tipos de glaucoma?

Glaucoma primário de ângulo aberto

Este é o tipo mais comum dos glaucomas. Um problema no sistema de drenagem interno (“encanamento”) do olho faz com que a pressão intraocular fique suficientemente alta, com a consequente lesão do nervo óptico. Evoluem, geralmente, de maneira lenta e progressiva, e os pacientes normalmente não percebem nada de errado com a visão.

Glaucoma de ângulo fechado

Este é o segundo tipo mais comum, onde o problema é uma obstrução da abertura do sistema de drenagem (“fechamento do ralo”). Esta obstrução pode ocorrer de maneira rápida e extensa, resultando num aumento súbito da pressão intraocular, dor forte, enjoo e visão turva. Esta situação mais grave é chamada de glaucoma agudo, mas felizmente representa uma pequena parte dos casos de glaucoma de ângulo fechado. A maioria evolui de maneira mais lenta e sem sintomas.

Glaucoma congênito

Este tipo afeta bebês e crianças pequenas e é resultado de um erro na formação do sistema de drenagem do olho, causando o aumento da pressão intraocular logo ao nascimento ou nos primeiros meses de vida. Os sinais de alerta são um olho grande e sem brilho, lacrimejamento, grande sensibilidade à luz, que faz com que a criança fique com as pálpebras bem fechadas em ambientes muito iluminados.

Glaucoma secundário

Quando o glaucoma ocorre por algum outro fator que leva ao aumento da pressão intraocular, como trauma, uso de medicação a base de corticoide, tumores, inflamações, hipertensão arterial e diabetes.

Quais os sintomas do glaucoma?

Embora tenha diferentes tipos e manifestações, na maior parte dos casos o glaucoma é assintomático: não dói, não coça, não arde, não causa qualquer incômodo. Ainda assim, continua danificando o nervo óptico e, somente quando a doença está avançada, o paciente começa a perceber dificuldade de enxergar. O tratamento consegue apenas manter a visão do paciente, pois tudo que se perde do nervo não pode ser recuperado. Por isso, identificar a doença ainda nos estágios iniciais é muito importante.  

A importância do diagnóstico precoce

Quanto antes diagnosticar o glaucoma, menores as chances de problemas na visão. O tratamento, geralmente, é mais simples e o controle do glaucoma mais fácil nas fases iniciais.

Como a doença evolui de forma assintomática, as visitas regulares ao oftalmologista são fundamentais, especialmente para pessoas que fazem parte do grupo de risco. O médico oftalmologista é único profissional que pode diagnosticar o glaucoma com segurança.

Entenda como funcionam os exames que auxiliam no diagnóstico de glaucoma!

Avaliação da pressão ocular 

Uma gota de colírio anestésico é aplicada para que um pequeno aparelho verifique a pressão intraocular. A pressão intraocular é o principal fator de risco para ter glaucoma, mas isso depende da susceptibilidade individual de cada pessoa.

Avaliação do nervo óptico

Chamado de fundoscopia, este exame avalia a aparência do disco óptico (começo do nervo óptico na parte interna do olho). Um aparelho com uma luz é utilizado para examinar as estruturas dentro do olho e, às vezes, é necessário realizar a dilatação pupilar. Esse é um dos exames mais importante para detectar e tratar o glaucoma.

Avaliação do campo visual

Este exame auxilia o oftalmologista na identificação de perdas da visão periférica causadas pelo glaucoma. O exame consiste no paciente apertar um botão quando consegue ver pontos luminosos em diferentes localizações. A avaliação do campo visual exige a atenção do paciente durante o exame, e os exames seriados são importantes para avaliar se o glaucoma está controlado ou não.

Avaliação do ângulo da câmara anterior

O exame se chama gonioscopia e permite a avaliação da entrada do sistema de drenagem interno do olho. É um exame fundamental para ajudar a identificar o tipo de glaucoma, e por consequência, o tratamento mais adequado. O exame é feito após o uso de colírio anestésico, com o uso de uma lente especial sobre o olho por alguns segundos.

Avaliação da espessura da córnea

Quando a espessura da córnea (“vidro do relógio do olho”) é mais fina ou mais grossa do que a média normal, os valores da pressão intraocular obtidos pelos aparelhos precisam ser corrigidos. Esse exame chama-se paquimetria.

Exames de imagem

São exames complementares que auxiliam na avaliação das estruturas intraoculares no glaucoma de uma maneira mais objetiva, sem depender tanto da atenção do paciente como o exame de campo visual, tanto para o acompanhamento dos casos confirmados de glaucoma, como nos casos suspeitos: retinografia,, tomografia de coerência óptica (OCT) e topografia de disco óptico (HRT).

Como é realizado o tratamento de glaucoma?

O tratamento do glaucoma comprovadamente eficaz consiste na redução dos níveis de pressão intraocular, que pode ser obtida através de:

- Colírios: são utilizados uma ou duas vezes por dia; sendo que, às vezes, mais de um colírio pode ser necessário para o controle da pressão intraocular. O glaucoma é uma doença crônica que, infelizmente, não tem cura; mas há controle como nas doenças de hipertensão arterial e diabetes. Assim, eles devem ser aplicados de maneira correta e utilizados regularmente, todos os dias.

- Laser: existem diversos tipos de laser para o tratamento do glaucoma, sendo que a trabeculoplastia seletiva a laser é um procedimento que pode reduzir a pressão intraocular por algum tempo, e com raras complicações.

- Cirurgias: existem diversas técnicas cirúrgicas para reduzir a pressão intraocular e controlar o glaucoma. As técnicas tradicionais e bem conhecidas são a trabeculectomia e o implante de tubo de drenagem; e várias técnicas novas estão disponíveis, porém, ainda carecem de bons níveis de evidência sobre a indicação, eficácia e segurança a médio e longo prazo.

Importante ressaltar que o paciente submetido a tratamentos a laser ou cirúrgicos ainda precisam de acompanhamento frequente com o oftalmologista, pois esses procedimentos podem ser insuficientes ou perder o efeito com o tempo.

Cada caso deve ser avaliado individualmente pelo médico oftalmologista, para que se possa definir a abordagem de tratamento mais adequada.

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Quiz

 

Participantes

 

Debatedores confirmados

Antonio Edson Souza Meira Junior Associação Brasileira de medicina de Tráfego - ABRAMET

Bete Fruchi Secretaria Executiva Sociedade Brasiliera de Glaucoma

Dr. Carlos André Uehrara Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - SBGG

Dra. Carolina Gracitelli Professora afiliada da Universidade Federal de São Paulo ( UNIFESP/EPM)

Dra. Christianne Rolim de Moura Médica Oftalmologista da UNIFESP

Dra. Claudia Galvão Diretora Científica da Associação Bahiana de Medicina

Dr. Cristiano Caixeta Vice-presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Dr. Eduardo Baptistella Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Crânio-Facial

Dr. Fábio Kanadani Professor Titular da Oftalmologia da Ciências Médicas de Minas Gerais

Gabriel Benchimol Presidente Associação Brasileira de Ligas Acadêmicas de Oftalmologia

Gisele Müller Monteiro Coordenadora Administrativa do Núcleo Estadual da Organização e Transparência nas Listas de Espera Do SUS do Ministério Público

Hésojy Gley Pereira Vital da Silva Coordenador de saúde do Comitê Paralímpico Brasileiro

Isis Penido Presidente da Associação Brasileira dos Amigos, Familiares e Portadores de Glaucoma

Dra. Irma de Godoy Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tsiologia - SBPT

Dr Jair Giampani Membro da Sociedade Brasileira de Glaucoma

Dr. Jayter Silva de Paula Professor de Oftalmologia na Faculdade de Medicina (USP - Ribeirão Preto)

Dr. João Neves de Medeiros Presidente da Sociedade Mineira de Oftalmologia

Dr. Jorge Rocha 1º Secretário do Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Dr. José Beniz Presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Dr. Leopoldo Magacho Prof, Universidade Federal de Goiás

Dr. Lisandro Sakata Chefe de serviço de glaucoma do HC-UFPR

Dr. Marcelo Hatanaka Chefe de serviço de glaucoma do USP

Dra. Maria Aparecida Onuki Haddad Presidente Sociedade Brasileira de Visão Subnormal

Dra. Mayra Pinheiro Secretaria de Gestão do trabalho e da educação em saúde/ SGTES/ MS

Mizael Conrado Presidente do Comitê Paralímpico

Dr. Newton Kara José Jr Secretário Geral do Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Dr. Paulo Afonso Professor adjunto da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia

Dr. Pedro Carricondo Tesoureiro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Priscila Torres Coordenadora de advocacy e responsabilidade social, Biored Brasil

Dr. Ricardo Machado Xavier Sociedade Brasileira de Reumatologia

Dr. Rogério Scarabel Diretor-Presidente Substituto e Diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS

Dr. Roberto Vessani Professor Afiliado do Departamento de Oftalmologia da EPM/UNIFESP

Thalita Simplício Atleta paraolímpica

Dr. Tiago Prata Professor do Departamento de Oftalmologia da Escola Paulista de Medicina - UNIFESP

Vespasiano Rebouças Santos Preceptor de Glaucoma do hospital Santa Lucia

Dra. Wilma Lelis Presidente do Conselho consultivo da Sociedade Brasileira de Glaucoma

Dra. Zeliete Zambon Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade

Dr. Fabio Daga

Dr. Marcos Vianello

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